Por conta de resistências, a CBV questionou o clube sobre o interesse em participar da próxima edição
O Campo Grande Vôlei pode seguir na Superliga B masculina na temporada 2026/2027, mesmo após o rebaixamento na edição anterior.
O Campo Grande Vôlei foi convidado pela Confederação Brasileira de Voleibol para disputar a Superliga B masculina na temporada 2026/2027, ocupando vagas remanescentes após resistências de outros clubes. Apesar do rebaixamento anterior, a equipe sul-mato-grossense tem até dia 21 de julho para confirmar interesse e superar desafios financeiros. A diretoria busca patrocínios e apoio governamental para custear a inscrição e garantir a manutenção do estado no cenário nacional do esporte.
A possibilidade surgiu após a desistência de equipes que tinham vaga assegurada na competição, levando a CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) a consultar oficialmente o clube sul-mato-grossense sobre o interesse em disputar novamente a segunda divisão nacional.
Em ofício lançado na última segunda-feira (7), a entidade distribuía o prazo até 21 de julho para que a Associação Esportiva Campo Grande Vôlei confirmasse a participação.
Caso não manifeste interesse até os dados, a equipe será considerada desistente. Além disso, a taxa de inscrição, no valor de R$ 6 mil, deverá ser quitada até 24 de julho.
A oportunidade, porém, esbarra no principal desafio enfrentado pelo clube desde o acesso: a falta de recursos financeiros. Sem patrocínios garantidos, a diretório corre contra o tempo para viabilizar a permanência na competição.
Segundo o presidente da Associação Esportiva Campo Grande Vôlei, Samir Smail Dalleh, a equipe já iniciou uma série de contatos em busca de apoio junto ao Governo do Estado e os possíveis parceiros da iniciativa privada.
“Recebemos o e-mail da CBV perguntando se temos interesse na vaga. Temos até o dia 21 para confirmar. Estamos buscando apoio junto ao Governo e também tentamos renovar a parceria com o Sesc, que nos ajudou na temporada passada, mas, por causa da troca de presidência, parece que isso não deve acontecer. Estamos fazendo de tudo para dar continuidade ao projeto, porque foi muito difícil até lá”, afirmou.
O dirigente destaca que a primeira experiência na Superliga B trouxe aprendizados importantes e mostrou que a equipe tem condições de competir em igualdade com adversários tradicionais.
“Aprendemos muita coisa, vimos algumas deficiências que podem ser corrigidas e também a necessidade de reforçar o elenco. Não foi uma competição tão distante da nossa realidade.
Vôlei de MS no cenário nacional – Na temporada 2025/2026, o então Sesc MS Vôlei encerrou sua primeira participação na Superliga B na penúltima colocação entre as 14 equipes participantes. Em 13 partidas, o tempo conquistou duas vitórias e somou seis pontos, sendo rebaixado ao lado de Apan, Aprov Chapecó e América-RN.
Antes do início da competição, o objetivo do clube era justamente garantir a permanência na segunda divisão nacional.
O acesso havia sido conquistado em outubro de 2025, ainda sob o nome de Pantanal Vôlei, após campanha vitoriosa na Superliga C. O feito recolocou Mato Grosso do Sul na Superliga B após oito anos de ausência.
A última participação de uma equipe sul-mato-grossense na competição ocorreu em 2017, quando a AVP/Rádio Clube (Associação de Vôlei do Pedregal) representou o Estado.
Na ocasião, o elenco contou com o então jovem central campo-grandense Judson Nunes, que hoje integra a Seleção Brasileira de Vôlei.
Agora, a diretoria do Campo Grande Vôlei trabalha para transformar uma nova oportunidade em realidade. Caso consiga reunir os recursos necessários e confirmar a participação até o prazo estipulado pela CBV, Mato Grosso do Sul representará a segunda competição principal do voleibol masculino nacional.
