O casal de idosos flagrado com mais de uma tonelada de maconha seguirá o processo em situações diferentes. Edilma da Silva, de 61 anos, recebeu liberdade provisória para continuar o tratamento de saúdeenquanto o marido, Hilton Dino da Silva, de 68 anos, permanecerá preso.
Casal flagrado com mais de uma tonelada de maconha em Campo Grande terá tratamentos jurídicos distintos. Edilma da Silva, 61 anos, recebeu liberdade provisória por razões de saúde, pois está em recuperação de um câncer e não tem antecedentes criminais. Já o marido, Hilton Dino da Silva, 68 anos, permanece preso após ser flagrado transportando 1.028,9 kg de droga. Ele foi contratado por um homem conhecido como “Gordo” para guardar e entregar a carga.
A decisão foi tomada após audiência de custódia. A certidão criminal anexada ao processo informa que não há registros contra Edilma. O boletim de vida pregressa também aponta que ela usa medicamentos para hipertensão e está em recuperação de um câncer. Diante das condições pessoais e de saúdea Justiça permitiu que ela respondesse ao processo em liberdade.
Hilton teve situação diferente. A prisão dele foi mantida depois da apreensão de 1.028,9 quilos de maconha. Segundo o flagrante, o aposentado foi abordado quando deixou o imóvel dirigindo um Vectra carregado com caixas de entorpecentes.
A droga não estava apenas dentro da residência. Outras caixas foram localizadas em um dos cômodos, enquanto mais tábuas ficaram escondidas dentro de quatro pneus de caminhão colocados em uma obra no terreno ao lado. Conforme os automóveis, tanto a casa quanto a construção pertencem aos familiares do casal.
Em interrogatório, Edilma afirmou que a residência era do filho e da nora, que estavam viajando e não sabiam que o imóvel havia sido reformado em depósito. A obra vizinha, onde estavam os pneus, também herdou um filho de Hilton. Não há indicação no processo de que os familiares tenham sido responsabilizados.
Hilton foi contratado por um homem conhecido apenas pelo apelido de “Gordo” para guardar a carga. Depois, deveria levar a maconha até uma terceira pessoa nas proximidades da Avenida Guaicurus. Ele não informou quanto receberia pelo serviço.
Edilma também soube da presença da droga, mas disse desconhecer quem havia levado o carregamento até a casa e quem contratou o marido. Ela afirmou ainda que nunca houve presa ou processada criminalmente.
O casal foi preso depois que a FICCO/MS (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul) recebeu informações sobre um imóvel usado para armazenar entorpecentes em Campo Grande. Os policiais monitoraram os suspeitos antes de realizar a abordagem.
