Saúde e Bem-Estar

Terapia é indicada para pacientes que tiveram recidiva da doença e não podem fazer transplante de medula

Por Gustavo Bonotto | 20/07/2026 22:52

Anvisa aprova medicamento para tratar tipo agressivo de linfoma
Células cancerígenas têm vistas específicas. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou um novo medicamento para tratar pacientes com linfoma difuso de grandes células B, um dos tipos mais agressivos e frequentes de linfoma não Hodgkin.

A Anvisa aprovou o Columvi (glofitamabe) para tratar linfoma difuso de grandes células B, um dos tipos mais agressivos de linfoma não Hodgkin. O medicamento, usado com quimioterápicos, estimula o sistema imunológico a combater células cancerígenas e beneficia pacientes com recuperação ou resistência ao tratamento. O remédio ainda não será oferecido pelo SUS sem avaliação da Conitec.

O pedido foi publicado nesta segunda-feira (20) e amplia as opções de tratamento para adultos cuja doença voltou ou não respondeu às terapias acima e que não podem ser submetidos ao transplante autólogo de medula óssea.

O medicamento, chamado Columvi (glofitamabe), deve ser usado em conjunto com os quimioterápicos gemcitabina e oxaliplatina. Segundo a Anvisa, uma nova terapia utiliza imunoterapia para estimular o próprio sistema imunológico a combater as células cancerígenas.

O glofitamabe pertence à classe dos anticorpos monoclonais biespecíficos. O remédio atua ligando duas proteínas ao mesmo tempo: uma presente nas células tumorais e outra nas células de defesa do organismo. Com isso, aproximamos os linfócitos T das células do câncer para que sejam reconhecidas e eliminadas.

A aprovação beneficia pacientes que apresentam recuperação ou resistência ao tratamento inicial, grupo que costuma ter menos alternativas terapêuticas. Estudos apontam aumento da sobrevida, maior controle da doença e crescimento da taxa de resposta completa ao tratamento.

Apesar da autorização para comercialização no país, o medicamento ainda não será oferecido automaticamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Para isso, a tecnologia precisa passar pela avaliação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS). Nos planos de saúde, a cobertura dependerá das regras da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

O linfoma não Hodgkin reúne mais de 80 tipos de câncer que se desenvolvem nos linfócitos, células responsáveis ​​pela defesa do organismo. O subtipo difuso de grandes células B evolui rapidamente e exige diagnóstico e tratamento precoces.

Os principais sintomas incluem aumento dos gânglios no pescoço, axilas ou virilha, febre persistente, suor noturno intenso, perda de peso sem explicação, fadiga, visibilidade na pele e falta de ar. Embora esses sinais possam estar relacionados a outras doenças, a recomendação é avaliação médica quando persistirem.

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