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Ashley Alves Godoy, de 18 anos, e Thiago de Oliveira Alves, de 20, negaram qualquer agressão à criança

Por Lúcia Morel | 07/09/2026 18:04

Pais de bebê morto após maus-tratos vão a júri por homicídio doloso
Ayla enquanto estava internada no Hospital Regional. (Foto: Reprodução)

Os pais da pequena Ayla Godoy de Oliveira, bebê de 3 meses que morreu após passar uma semana internada em estado grave no Hospital Regional, passaram a responder por homicídio doloso qualificado. Decisão judicial levou o caso que tramitava como maus-tratos na Veca (Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e o Adolescente) para a 1ª Vara do Tribunal do Júri.

Pais de Ayla Godoy de Oliveira, bebê de 3 meses que morreu após uma semana internada no Hospital Regional de Campo Grande, passa a responder por homicídio doloso qualificado. O caso, antes enquadrado como maus-tratos, foi transferido para a 1ª Vara do Tribunal do Júri. Ashley Alves Godoy, 18, e Thiago de Oliveira Alves, 20, estão presos desde 20 de junho e negam agressões, mas a criança apresentou múltiplas lesões incompatíveis com a versão do casal.

Ashley Alves Godoy, de 18 anos, e Thiago de Oliveira Alves, de 20, negaram qualquer agressão à criança, mas estão presos desde o dia 20 de junho, quando a menina deu entrada no hospital. O juiz Ronaldo Gonçalves Onofri levou em conta a decisão que levou o caso à Vara do Júri, o fato de a Polícia Civil ter indiciado o casal por homicídio doloso qualificado.

“A constatação de múltiplas marcas de lesão pelo corpo de um lactente de três meses de idade, associada ao quadro de parada cardiorrespiratória decorrente de broncoaspiração de leite materno e posterior óbito por morte encefálica, afastada a hipótese jurídica originária de crime de maus-tratos”, localizada o magistrado.

Caso – Ayla morreu na manhã de 25 de junho depois de uma semana internada em estado gravíssimo no Hospital Regional de Campo Grande. A criança deu entrada na unidade com múltiplas lesões pelo corpo e suspeita de agressões.

A suspeita inicial era que a criança tinha sofrido uma broncoaspiração. Durante o atendimento, porém, os médicos identificaram hematomas, escoriações, inchaços e fraturas nas costelas. As lesões foram consideradas incompatíveis com a versão entregue pelos responsáveis.

Em depoimentos à Polícia Civil, Ashley afirmou fazer uso diário de maconha e relatos de que o casal consumiu droga na véspera da internação da criança. Os dois também disseram que já haviam descoberto manchas e marcas no corpo da menina dias antes de procurarem atendimento médico.

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