Atual travessia de madeira ameaça o transporte na zona rural e é gargalo na produção

Enquanto ponte de concreto é “esqueleto”, os alunos podem ficar sem ir à escola
Estrutura da ponte, ainda no trecho sem o rio, foi tomada pelo mato. (Foto: Direto das Ruas)

Enquanto a ponte de concreto é apenas promessa na placa retorcida de obra pública, os problemas para os moradores da região da divisa de Campo Grande e Nova Alvorada do Sul, na CG-284, são reais.

A paralisação das obras de uma ponte de concreto sobre o Córrego Mimoso, na divisão entre Campo Grande e Nova Alvorada do Sul, prejudica o escoamento agropecuário e ameaça o transporte de 32 estudantes da zona rural. A construção, interrompida em outubro por atrasos em repasses federais, atingiu apenas 20 por cento de execução. O transporte escolar corre risco de suspensão devido às mais condições da antiga travessia de madeira, enquanto as prefeituras buscam soluções para o impasse.

Sem a ponte nova sobre o Córrego Mimoso, que está paralisado desde 13 de outubro, a atual travessia de madeira dificulta o escoamento dos produtos agropecuários na região (grãos, leite e gado) e ameaça o transporte dos estudantes na zona rural.

De acordo com o prefeito de Nova Alvorada do Sul, José Paulo Paleari (PP), o responsável pelo transporte escolar já comunicou à prefeitura que vai suspender a circulação no trecho após a ponte, que já fica no município de Campo Grande, diante do risco da travessia. Por enquanto, a ponte “nova” é um esqueleto e a placa está retorcida.

Conforme Paleari, os 32 estudantes estão a 10 quilômetros de Pana, no distrito de Nova Alvorada do Sul, mas a 180 quilômetros da área urbana de Campo Grande.

“O responsável pelo transporte nos notificou e estou tentando entrar em contato com a Prefeitura de Campo Grande. Porque os moradores não querem saber se é município de Nova Alvorada do Sul ou Campo Grande, eles querem é a entrega do serviço público”.

Enquanto ponte de concreto é “esqueleto”, os alunos podem ficar sem ir à escola
Na placa retorcida, a promessa era entregar a ponte em fevereiro. (Foto: Direto das Ruas)

Em 27 de novembro do ano passado, a Prefeitura de Campo Grande divulgou o aviso de paralisação da obra (lote A – ponte 06) no Diário Oficial, que já estava suspenso desde 13 de outubro. O contrato era com a empresa Andrade Construções Ltda.

Na ocasião, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) explicou que o motivo da paralisação foi o atraso no repasse dos recursos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, órgão federal responsável pelo financiamento da obra.

O contrato para a obra foi publicado pelo Sisep em 7 de maio de 2024. O valor total chega a R$ 1.555.106,29.

Em novembro de 2025, uma secretaria informou que já havia investido a parte que lhe cabia como contrapartida: R$ 175 mil. O montante foi suficiente para garantir o início dos serviços e executar 20% da ponte, percentual realizado antes da interrupção. Com o atraso federal, no entanto, não há recursos para dar continuidade ao cronograma.

Enquanto ponte de concreto é “esqueleto”, os alunos podem ficar sem ir à escola
Extrato de paralisação publicado pelo Sisep em 27 de novembro. (Foto: Reprodução)

Neste sábado (dia 11), uma reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande e questionou sobre a situação da ponte e dos estudantes. O jornal aguarda retorno. Ó Notícias Campo Grande também posicionamento solícito do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

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