Linha já financiou quase 10 mil profissionais em mais de mil cidades com prazo de até 72 meses para pagar

BNDES liberou R$ 1 bilhão para compra de carros por taxistas e motoristas de app
Programa foi criado para taxistas e motoristas de aplicativos (Foto: Arquivo)

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) informou ter alcançado R$ 1 bilhão em financiamentos pela Move Motoristas, linha de crédito criada para taxistas e motoristas de aplicativos que compram veículos novos.

O BNDES anunciou que o programa Move Motoristas atingiu R$ 1 bilhão em financiamentos, beneficiando 9.908 taxistas e motoristas de aplicativos em 1.015 cidades. O valor médio por veículo foi de R$ 102 mil, com prazo de até 72 meses e juros de 0,99% ao mês. Apesar dos resultados, o programa enfrentou críticas por exclusão de cadastros, cobranças indevidas e atrasos nas liberações. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, apresentou os problemas e prometeu melhorias.

Segundo o banco, 9.908 profissionais já foram contemplados em 1.015 cidades de todos os estados do país. O valor médio financiado por veículo foi de R$ 102 mil.

O programa permite financiar carros de até R$ 150 mil, desde que sejam fabricados por montadoras incluídas no Mover, programa do governo federal voltado para a indústria automotiva.

Podem participar taxistas registrados, cooperativas de táxi e motoristas cadastrados em plataformas de aplicativos. No caso dos últimos, é necessário comprovar pelo menos 12 meses de atividade e ter realizado no mínimo 100 corridas na mesma plataforma durante esse período.

Os financiamentos têm prazo de até 72 meses. A taxa de juros pode chegar a 0,99% ao mês para homens e 0,91% para mulheres.

As operações são realizadas por instituições financeiras credenciadas, responsáveis ​​pela análise de crédito e pelo risco de inadimplência. O dinheiro é repassado pelo BNDES. O CMN (Conselho Monetário Nacional) proíbe a cobrança de taxas de cadastro de bancos e transações nessas operações.

A linha faz parte da MP (Medida Provisória) 1.362/2026, voltada para a renovação da frota, e tem potencial para movimentar até R$ 30 bilhões em crédito.

Apesar dos números divulgados pelo banco, o programa já recebeu críticas dentro do próprio governo. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, mencionou problemas como incluídos de cadastros mesmo de motoristas sem restrições financeiras, cobrança indevida de taxas e demora na liberação das cartas de crédito.

Segundo ele, também há dificuldades na integração entre os sistemas do BNDES e os bancos responsáveis ​​pelas operações, o que teria atrasado alguns financiamentos.

Os motoristas também relataram queda na pontuação de crédito da Serasa depois de procurarem bancos e transações para tentar financiar veículos novos. Essa classificação, conhecida como pontuação, é usada pelas instituições financeiras para avaliar o risco de inadimplência.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o programa está em funcionamento e que os problemas identificados deverão ajudar a melhorar a operação da linha de crédito e ampliar o ritmo das liberações.

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