A Prefeitura usará a folha salarial de agosto como base para calcular as três parcelas

Professores aprovam reajuste de 5,4% parcelado até janeiro de 2027
Os professores votaram favoravelmente um reajuste escalonado durante a assembleia. (Foto: Judson Marinho)

Os professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) aprovaram, na noite desta segunda-feira (13), uma proposta da Prefeitura de Campo Grande para pagar o reajuste salarial de 5,4% em três parcelas. Cerca de 250 profissionais participaram da assembleia realizada na sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação).

Professores da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande aprovaram, em assembleia na noite desta segunda-feira (13), reajuste salarial de 5,4% parcelado em três etapas: 2% em setembro, 1,4% em setembro e 2% em janeiro de 2027. O acordo também prevê publicação da tabela salarial atualizada e acompanhamento mensal das políticas educacionais a partir de agosto.

O acordo prevê o pagamento de 2% em setembro deste ano, 1,4% em dezembro e 2% em janeiro de 2027. A prefeitura usará a folha salarial de agosto como base para calcular as três parcelas.

O ofício enviado pelo Executivo também determinou a publicação da tabela salarial atualizada e de um calendário oficial para reuniões mensais da comissão que acompanham as políticas e os recursos da comissão educação municipal. Os encontros deverão começar em agosto.

Ainda segundo o texto obtido pela reportagem, o reajuste alcançará professores efetivos, temporários, convocados e profissionais com aulas complementares. A manutenção de todos os grupos no acordo foi um dos pontos considerados pela categoria durante a votação.

A assembleia ocorrida hoje também aceitou adiar a discussão sobre os 3% previstos na Lei Municipal 7.523, de novembro de 2025. A norma estabelece a incorporação do percentual em setembro deste ano, mas a negociação será retomada em janeiro de 2027.

A comissão formada pela prefeitura, pela ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) e por representantes da Câmara Municipal deverão discutir a implantação desses 3% entre janeiro e maio do próximo ano. A categoria manteve, porém, a defesa da lei que estabelece o piso salarial para jornada de 20 horas semanais.

O presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, afirmou ao Notícias Campo Grande que o acordo não atenda integralmente à reivindicação inicial, mas preserve pontos considerados importantes pelos professores.

“Saímos deste movimento não com aquilo que fingimos, que era o pagamento à vista, mas com o reajuste parcelado em setembro, dezembro e janeiro de 2027. Também garantimos que professores temporários, convocados e com aulas complementares não ficam à margem da categoria”, disse.

Histórico – A negociação começou após a paralisação realizada em 12 de junho, quando professores caminharam pela região central da cidade para cobrar o cumprimento da política salarial do piso para 20 horas.

Nas semanas seguintes, a ACP, a prefeitura e a Comissão Permanente de Educação da Câmara participou de seis reuniões. As primeiras rodadas terminaram sem consenso sobre o percentual e o calendário de pagamento.

Em 7 de julho, a prefeitura apresentou uma proposta com parcelas de 1,7% em setembro, 1,7% em dezembro e 2% em janeiro de 2027. Os professores rejeitaram o cronograma por ampla maioria e exigiram o pagamento de todo o índice ainda em 2026.

Na mesma assembleia, a categoria pediu nova reunião com a prefeita Adriane Lopes (PP), a publicação da tabela salarial e a criação de um calendário permanente para acompanhar as contas e os investimentos da educação.

Adriane voltou à reunião com representantes do sindicato e da Câmara em 10 de julho. Após mais de duas horas de discussão, o Executivo decidiu reformular os percentuais, mas manteve a última parcela para janeiro do próximo ano.

O novo documento elevou a primeira parcela de 1,7% para 2%, impediu a segunda de 1,7% para 1,4% e preservou os 2% finais para janeiro de 2027. A proposta também incorporou as critérios sobre a tabela salarial e as reuniões mensais da comissão.

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