Joatan Gomes Peixoto deixou prisão preventiva, mas seguirá em prisão domiciliar e será monitorado eletronicamente
A Justiça substituiu a prisão preventiva de Joatan Gomes Peixoto, ex-sócio-administrador da Editora Avante, por prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Ele é investigado na Operação Gutenberg, que apura um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos de mais de R$ 27 milhões para a compra de livros paradidáticos.
Joatan Gomes Peixoto, ex-administrador de sócios da Editora Avante, investigado na Operação Gutenberg por corrupção e lavagem de dinheiro em contratos públicos superiores de R$ 27 milhões, teve prisão preventiva recuperada por domicílio com tornozeleira eletrônica por 180 dias. A operação, deflagrada pelo Gaeco em julho, cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão em três estados.
De acordo com o dispositivo da decisão, Joatan solicitou ao monitoramento eletrônico por 180 dias, além de outras medidas cautelares. Joatan continua preso em casa, fiscalizado pela tornozeleira.
Para o advogado André Stuart, a decisão judicial foi acertada. “Melhor que um posicionamento, é a decisão. Um senhor com certa idade, com filha especial e esposa adotada de forma grave, são motivos mais que justos para uma prisão domiciliar”.
O empresário foi preso durante a Operação Gutenberg, deflagrada no dia 7 de julho pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A ação teve 16 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão cumpridos em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás.
Sócio-administrador – Joatan figurou como sócio-administrador da Souza & Fanaia Comércio de Livros e Serviços Editoriais Ltda., nome empresarial da Editora Avante. Ele também aparece como responsável pela empresa em contratos firmados com municípios.
Apesar da carga formal, uma investigação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) sustenta que Joatan e Rhayane Souza Fanaia não tinham autonomia administrativa ou financeira para tomar decisões sobre os negócios da editora.
Segundo o Gaeco, o controle real da empresa seria exercido por Rossana Paroschi Jafar e pelos filhos Giovanni, Olívia e Felipe Paroschi Jafar. O grupo é acusado de manter um modelo de contratação pública semelhante ao utilizado anteriormente pela Gráfica e Editora Alvorada.
Mais de R$ 500 mil – A quebra do sigilo bancário registrada que Joatan recebeu R$ 521.360,91 em créditos provenientes da Editora Avante. No sentido contrário, a empresa recebeu R$ 307.160 transferidos por ele. O relatório não apresenta uma justificativa comercial conclusiva para toda essa circulação financeira.
O filho de Joatan, Matheus Oliveira Peixoto, também é investigado. Ele recebeu R$ 121,5 mil da editora entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, embora, segundo o Gaeco, não tivesse vínculo formal com a empresa.
Matheus aparecia como responsável pelo Centro Automotivo Movi. Em diligência no endereço cadastrado, o investigador encontrou uma residência ocupada por uma família, sem sinais de funcionamento da empresa. Pai e filho foram presos durante a operação.
A operação ainda não relatou o inquérito. Por isso, as responsabilidades de Joatan e dos demais investigados ainda estão em análise.
