Conforme a Folha, o Planalto incentivará programas para exportadores; em MS, impacto é menor

União anuncia crédito a empresas afetadas pela tarifa dos EUA
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, em reunião com membros do Ministério do Desenvolvimento. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (16), em Brasília (DF), que vai reforçar as linhas de crédito do programa Brasil Soberano para atender empresas brasileiras afetadas pela tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos nacionais. A busca iniciativa para reduzir os impactos da medida, que entra em vigor em 22 de julho, mas ainda não teve valores nem critérios de acesso divulgados.

O governo federal anunciou o reforço das linhas de crédito do programa Brasil Soberano para apoiar empresas afetadas pela tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos, que entra em vigor em 22 de julho. A sobretaxa deve atingir cerca de 18% das exportações brasileiras ao mercado americano, equivalente a US$ 7,4 bilhões. Em Mato Grosso do Sul, o impacto será menor, com 97,1% das exportações protegidas pelas questões anunciadas pelos EUA.

Segundo o governo, a sobretaxa deve atingir cerca de 18% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano, o equivalente a US$ 7,4 bilhões com base nos dados de 2024. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que, considerando os números de 2025, a parcela afetada cairia para 15% das vendas aos Estados Unidos, ou cerca de US$ 5,8 bilhões.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo pretende ouvir os representantes dos setores exportadores antes de definir o montante que será destinado ao reforço do programa. “Rapidamente a gente vai ouvir os setores e fortalecer as linhas já existentes do Plano Brasil Soberano”, afirmou. Segundo ele, o Executivo utilizará a estrutura já existente do programa para atender as empresas prejudicadas pela nova tarifa.

Durante a apresentação das medidas, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, classificou a decisão do governo norte-americano como “injusta e descabida” e afirmou que o Brasil manterá as negociações com os Estados Unidos.

“Nós temos a Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional, que o governo, no momento adequado, saberá como implementar”, declarou.

Ainda conforme a Folha de S.Paulo, membros do governo contestaram as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para aplicar a sobretaxa. O Banco Central também rebateu críticas ao Pix e informou que o sistema ampliou a inclusão financeira sem prejudicar o mercado de cartões.

Em Mato Grosso do Sul, o impacto da medida tende a ser menor do que a média nacional. Levantamento publicado mais cedo pelo Notícias Campo Grande mostrou que cerca de 97,1% da receita obtida pelo Estado com exportações aos Estados Unidos no primeiro semestre de 2026 ficou protegida pelas propostas anunciadas pelo governo norte-americano.

Entre os principais produtos conservados são a carne bovina, o ferro-gusa e a celulose, que concentram a maior parte das vendas sul-mato-grossenses ao mercado americano. Os itens sujeitos à tarifa representam aproximadamente 2,9% das exportações estaduais para os Estados Unidos, com destaque para o sebo bovino, que não integra a lista de propostas.

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