Atirador invadiu uma residência durante a madrugada, fez ao menos 12 disparos e fugiu em uma Honda Biz do local

“Melhor ficar na cadeia do que morrer na rua”, diz tia de adolescente concluída
Sala da residência onde o adolescente de 16 anos foi morto a tiros (Foto: Victória Costacurta)

A tia do adolescente de 16 anos morta com pelo menos 12 tiros na madrugada desta segunda-feira (20), na Vila Nhanhá, em Campo Grande, afirmou que o avanço da violência e do tráfico tem medo entre os moradores da região.

Adolescente de 16 anos foi morto com pelo menos 12 tiros na madrugada desta segunda-feira (20), no bairro Vila Nhanhá, em Campo Grande. O atirador chegou em uma motocicleta Honda Biz, entrou na residência e atirou contra a vítima, que estava deitada no sofá. A perícia encontrou 11 cápsulas de calibre 9 milímetros. Familiares contaram medo de represálias e confirmaram que o adolescente estava envolvido com drogas.

“Acho que a melhor opção é ficar na cadeia do que morrer na rua. Porque na cadeia ele fica guardado. Ninguém quer parar aqui”, declarou a mulher, que pediu para não ter o nome divulgado.

Ela mora perto da casa onde o sobrinho foi assassinado e contornou que estava dormindo quando ouviu os tiros e gritos. Com medo, residem dentro da residência. “Nem abriu o portão, fiquei dentro de casa. Tenho medo de falar. Se eu falar, vou matar meu filho”, disse.

Segundo a tia, o próprio filho já sofreu uma tentativa de homicídio na esquina da residência onde ocorreu o crime. “Meu filho levou um tiro e caiu mais para baixo. O amigo dele chegou na hora, socorreu e levou para o hospital”, relatou.

A mulher também afirmou que o sobrinho tinha envolvimento com drogas e que a mãe dele havia comentado sobre ameaças anteriores. Ela disse ainda que o filho também chegou a ser ameaçado de morte, mas foi retirado do bairro.

De acordo com a testemunha, havia outra pessoa na casa no momento dos disparos, possivelmente um amigo da vítima. Ela acredita que essa pessoa tenha fugido após o início dos tiros. “Quem não correria em uma hora dessa?”, questionou.

Câmeras de segurança próximas à residência registraram o suspeito do crime chegando ao local, mas, por medo de represálias, as imagens não foram compartilhadas pelos moradores.

“Melhor ficar na cadeia do que morrer na rua”, diz tia de adolescente concluída
Marcas de sangue ficaram no chão próximo ao sofá onde o adolescente estava quando foi atingido (Foto: Victória Costacurta)

Execução – Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi chamada após moradores ouvirem tiros na casa localizada na Rua Eduardo Pérez. Quando a equipe chegou, os bombeiros já estavam no endereço. O adolescente foi encontrado caído próximo à porta da sala.

Testemunhas contaram à polícia que os atiradores chegaram em uma motocicleta modelo Honda Biz. Ele entrou pela porta da residência e pelo som até a sala, onde o adolescente estava deitado no sofá. Em seguida, disparou várias vezes e conseguiu.

Outro adolescente dormia em casa e acordou com o barulho dos tiros. Ao sair para verificar o que havia acontecido, encontrei uma vítima caída, mas não consegui ver quem fez os disparos.

A testemunha também relatou que, cerca de dois dias antes, o adolescente discutiu com uma pessoa que não morava na região. O motivo do desentendimento não foi informado.

A perícia foi acionada e encontrou no imóvel 11 cápsulas de munição calibre 9 milímetros, dois projetos e parte metálica de outro projeto. Equipes do GOI (Grupo de Operações e Investigações) e da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol colocaram no endereço para realizar os primeiros levantamentos sobre o crime.

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