Após a morte da filha de 10 anos, Emerson encontrou no esporte uma forma de enfrentar o luto

Para comemorar a chegada dos 51 anos, o taxista Emerson Rogério Bispo descartou festa com bolo e decidiu correr 51 milhas, uma milha para cada ano de vida. O desafio durou cerca de oito horas e ainda arrecadou 600 pacotes de gelatina para duas instituições de Três Lagoas.

O percurso foi feito na semana passada e saiu de Três Lagoas até o distrito de Arapuá. A missão reuniu amigos e uma equipe de apoio, que acompanharam os corredores durante todo o trajeto com pontos de hidratação e incentivo.

Mas a corrida teve um objetivo além da superação física. Em vez de pedir presentes de aniversário, Emerson mobilizou amigos e apoiadores para arrecadar pacotes de gelatina, para pacientes em tratamento oncológico, pessoas que fazem hemodiálise e idosos.

Taxista correu 51 km em desafio de 8 horas para comemorar aniversário
Emerson começou a correr para superar a perda da filha, de 10 anos. (Foto: Arquivo Pessoal)

“Eu pensei na gelatina porque é muito usada nos hospitais para os pacientes. Também tem colágeno, o que é muito bom. Então, escolhi a gelatina”, relata.

A campanha arrecadou 600 pacotes de gelatina. Metade foi doada à oncologia e ao setor de hemodiálise do Hospital Auxiliadora, e os outros 300 pacotes foram doados a um lar de idosos. “Eu já tinha decidido que, no meu aniversário, queria fazer alguma coisa para ajudar as pessoas. Não consegui nos anos anteriores, mas agora deu certo”, contou.

Segundo ele, o desafio também só foi possível graças ao apoio dos amigos, que participaram da organização, acompanharam o percurso e promoveram a campanha. “Sem eles não teriam acontecido. A participação de cada um foi fundamental”, avaliou o taxista.

Taxista correu 51 km em desafio de 8 horas para comemorar aniversário
Desafio reuniu amigos e toda uma equipe de ajuda. (Foto: Arquivo Pessoal)
Taxista correu 51 km em desafio de 8 horas para comemorar aniversário
Entrega das gelatinas arrecadadas no Hospital Auxiliadora. (Foto: Divulgação)

Uma história de superação – A história de Emerson com a corrida também nasceu de um momento difícil. Há sete anos, ele perdeu a filha, que tinha apenas 10 anos e, para enfrentar o luto e evitar a depressão, ele decidiu começar a correr. “Me fez um bem danificado e não me deixou perder. Hoje uso o esporte para promoção de outras pessoas”, destaca.

Agora, o taxista planeja novas campanhas, desta vez para arrecadar fraldas destinadas a pacientes em tratamento. “É fazer o bem sem olhar a quem. Não sabemos o dia de amanhã e, quando a gente partir, não vai levar nada daqui”, finaliza.

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