O volume ficou abaixo do recorde de 2025, mas permanece 10% acima da média dos últimos cinco anos

Mesmo com queda de 1%, MS registra 2,08 milhões de bovinos abatidos no semestre
Frigoríficos de Mato Grosso do Sul abateram mais de 2 milhões de bovinos no primeiro semestre de 2026 (Foto: Semadesc/Divulgação)

Mato Grosso do Sul encerrou o primeiro semestre de 2026 com 2.088.185 bovinos abatidos, resultado 1% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apesar da leve retração, o desempenho permanece entre os mais elevados da série histórica recente, ficando cerca de 10% acima da média dos últimos cinco anos, segundo o boletim Sigabov, elaborado pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) com base em dados da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal).

Mato Grosso do Sul encerrou o primeiro semestre de 2026 com 2.088.185 bovinos abatidos, volume 1% menor que o de 2025, mas ainda cerca de 10% acima da média dos últimos cinco anos, segundo a Famasul. Em junho, o Estado registrou alta no abate de machos e queda nas fêmeas, com destaque para Ribas do Rio Pardo, Terenos e Paranaíba entre os municípios de origem e Campo Grande na liderança entre os destinos.

O resultado consolida 2026 como um dos melhores primeiros semestres da série recente, praticamente no mesmo patamar do recorde registrado em 2025. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, foram abatidos 1.028.741 machos e 1.059.444 fêmeas. Enquanto o número de machos apresentou-se praticamente estável, com variação positiva de apenas 0,01% em relação ao mesmo período de 2025, as fêmeas apresentaram retração de 2,59%.

Junho tem maior queda de machos desde novembro de 2025

O desempenho de junho ajudou a sustentar o resultado do semestre. No mês, foram abatidos 191.181 machos, alta de 10,28% em relação a junho de 2025, quando o volume foi de 173.363 animais. Segundo o boletim, foi o maior número de machos abatidos desde novembro do ano passado e o segundo maior número registrado para um mês de junho desde o início da série histórica, em 2014.

Na comparação com maio deste ano, o crescimento foi de aproximadamente 10%. O boletim também destaca que o volume ficou cerca de 8% acima da média dos últimos 12 meses, diminuindo a maior oferta de animais terminados para abate.

Entre os machos, a maior participação continua sendo de animais com idade entre 25 e 36 meses, seguida pelos bovinos entre 13 e 24 meses, perfil que vem se mantendo praticamente estável nos últimos anos.

Abate de fêmeas recua, mas segue elevado

O abate de fêmeas totalizou 171.614 animais em junho, queda de 2,98% na comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado do semestre, a redução foi de 2,59%. Ainda assim, o boletim mostra que o volume permanece superior ao registrado em cada um dos anos entre 2020 e 2024, diminuindo que o descarte de matrizes continua em níveis elevados.

Em junho, os machos representaram 53% dos animais abatidos no Estado, enquanto as fêmeas responderam por 47% do total. Entre eles, predominam animais com mais de 36 meses de idade, embora o boletim aponte crescimento da participação de fêmeas entre 13 e 24 meses na composição dos abates.

Ribas do Rio Pardo lidera o envio de animais

Entre os municípios de origem dos bovinos abatidos em junho, Ribas do Rio Pardo liderou o ranking, com 17.591 animais, seguido por Terenos, com 16.135, e Paranaíba, com 14.749.

Já entre os municípios que mais receberam animais para abate, Campo Grande aparece na primeira posição, com 86.038 bovinos, à frente de Nova Andradina (29.785) e Naviraí (25.223).

O levantamento mostra ainda que as embarcações experimentais dentro do Estado. Do total de bovinos abatidos em junho, 98,91% tiveram como destino frigoríficos instalados em Mato Grosso do Sul, enquanto apenas 1,09% foram enviados para unidades localizadas em São Paulo.

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