Após vitória sobre a Inglaterra, empresária argentina acredita em novo título
Maria Eugênia salva comemorações da vitória da Argentina(Foto: Maya Severino)

A classificação da Argentina para a final da Copa do Mundo foi comemorada pelos clientes da lanchonete de empanadas, em Campo Grande, ponto de encontro de argentinos e descendentes na Capital. Após a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, a expectativa agora é pela decisão de domingo (19), quando a seleção argentina enfrentará a Espanha em busca do título.

Moradora de Campo Grande desde criança, a argentina Maria Eugênia Salva, de 40 anos, torce pela Argentina na final da Copa do Mundo contra a Espanha. Nascida em La Plata, ela chegou ao Brasil aos sete anos e abriu uma loja de empanadas durante a pandemia. Para ela, a semifinal contra a Inglaterra teve significado especial, pois os ingleses são o maior rival argentino, e a rivalidade com o Brasil é saudável e marcada por respeito mútuo.

A empresária Maria Eugênia Saves, de 40 anos, diz ter esperança de ver o país onde nasceu fazer história mais uma vez. Moradora de Campo Grande desde a infância e dona de uma loja de empanadas ao lado da mãe, ela comemorou a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra e agora aposta em um confronto equilibrado diante da Espanha, na decisão marcada para domingo.

“Estou torcendo, obviamente, para a Argentina ganhar. Vai ser um jogo muito difícil porque a Espanha está jogando muito bem, mas é o que eu falo dessa Copa: é a Copa da surpresa. Acho que a Argentina tem muita possibilidade de ganhar essa Copa e essa vai ser a nossa torcida”, afirma.

Para Maria Eugênia, o sofrimento faz parte da identidade da seleção argentina. “Se não tem sofrimento, não tem Argentina no meio. Desde a Copa passada, é deixar nas mãos de Deus.”

Nascida em La Plata, cidade localizada a cerca de 40 quilômetros de Buenos Aires, ela chegou ao Brasil aos sete anos de idade. Filha de pai argentino e mãe brasileira, cresceu em Campo Grande. O negócio da família surgiu durante uma pandemia, depois que ela perdeu o emprego e começou a produzir em casa para amigos e clientes até abrir o estabelecimento, que funciona há quatro anos.

A semifinal contra a Inglaterra teve um significado especial para a empresária. Para ela, o adversário segue sendo o maior rival esportivo dos argentinos. “Para a gente, o maior rival ainda é a Inglaterra. Sempre falo que, se fosse um jogo entre Brasil e Inglaterra, todos os argentinos torceriam pelo Brasil. Fiquei muito feliz com esse resultado e agora espero que a Argentina seja campeã.”

Maria Eugênia também vê com naturalidade a rivalidade entre brasileiros e argentinos no futebol. Segundo ela, a disputa faz parte da história das duas escolhas e é marcada por respeito. “O argentino admira muito o futebol brasileiro, porque o Brasil é pentacampeão. Existe um pouco de recebimento por enfrentar uma seleção tão forte, mas é uma rivalidade saudável, nada prejudicial.”

Apesar de viver há mais de três décadas em Campo Grande, Maria Eugênia conta que só passou a conhecer mais argentinos na Capital depois da abertura da loja. “Conheci muitos argentinos aqui por causa da loja. É uma comunidade que não é muito unida. Fora daqui, conheço poucos.”

Entre seus clientes está Gabriela Levatti, de 86 anos, natural da província de Corrientes. Morando há poucos meses em Campo Grande, onde vive parte da família, ela acompanhou a partida em casa e não escondeu o otimismo para a decisão. “Gostei do resultado, lógico. Vamos ganhar”, resumiu.

A filha, Verônica Levatti, vive na Capital há cerca de 30 anos. Nascida na Argentina, ela conta que uma família chegou ao Brasil há 45 anos, inicialmente em Londrina (PR), acompanhando o pai, que era médico. Vestindo a camisa da seleção argentina, disse acompanhar a campanha com orgulho.

“Não sei o que acontece, mas o sangue fala mais alto. Se fosse o Brasil, também estaria torcendo por ele. É uma pena que não chegou ao final. Agora vamos ver se conquistamos ser campeões mundiais, se Deus quiser.”

Para Verônica, o duelo com a Inglaterra teve um significado especial por causa da rivalidade histórica entre os dois países. Ela lembra que familiares participaram da Guerra das Malvinas, conflito travado entre Argentina e Reino Unido em 1982.

“É uma rivalidade forte. Eu tive um primo que participou da guerra. Graças a Deus, com ele não aconteceu nada.”

Confiante para a decisão diante da Espanha, ela acredita que a equipe argentina demonstrou força ao longo da campanha e tem condições de conquistar mais um título.

“Eles demonstraram muita garra. O Messi é um interessante, um exemplo dentro e fora de campo. Se saiu pelos jogos mais difíceis, por que não ganhou a final e a Copa do Mundo?”

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