Com aproximadamente 4 mil metros cúbicos, um balão em formato de onça-pintada ganhou os céus do Pantanal nesta quinta-feira (9), em um voo inédito. A agência foi idealizada há oito meses pelo empresário Cristiano Ferreira, de 46 anos, junto com a esposa, Fabiana Bellan, de 52, e saiu do papel após meses de planejamento.

Um balão em formato de onça-pintada com cerca de 4 mil metros cúbicos realizou seu voo inaugural sobre o Pantanal nesta quinta-feira (9). A parceria foi idealizada pelo empresário Cristiano Ferreira e sua esposa, Fabiana Bellan, e desenvolvida com apoio do engenheiro Lucas Chemim. O balão tem orelhas, focinho e a pelagem do felino, podendo transportar até quatro passageiros.

Diferente das tendências tradicionais de ar quente, o modelo tem orelhas, focinho e é estampado com a pelagem do felino símbolo do Pantanal. Segundo Cristiano, a proposta foi criar algo que representasse a identidade do hangar, que foi criado em outubro do ano passado.

“Desde o início eu queria que tivéssemos algo que representasse a nossa identidade, que contasse uma história. Não queria apenas um balão bonito. Eu queria uma comunicação que emocionasse as pessoas antes mesmo de colar. Um símbolo do Pantanalda nossa terra é de tudo aquilo em que devemos”, afirma.

Para tirar o projeto do papel, o casal contou com a ajuda do engenheiro Lucas Chemim. De acordo com Cristiano, o maior desafio foi transformar o sonho em uma personalidade certificada e segura, sem perder a essência do animal.

“Tudo foi desenvolvido em programas digitais, com inúmeros estudos técnicos para que cada detalhe da onça respeitasse as características aerodinâmicas de um balão de ar quente. Foi uma verdadeira obra de engenharia”, destaca.

Onça-pintada de 4 mil m³ ganha os céus do Pantanal em voo inédito
Cristiano e Fabiana durante voo de balão (Foto: Arquivo Pessoal)

O primeiro voo teve como cenário o Camisão e a vinícola Terroir Pantanalregião cercada pelos Morros de Santa Bárbara e pela Serra de Maracaju. “Ver a Onça ganhou os céus exatamente naquele cenário foi emocionante. A ocorrência das pessoas foi de encantamento. Muitos se emocionaram porque compreenderam que não era apenas um balão de formato especial, mas uma homenagem ao Pantanal e à nossa terra”, relata.

Projetado para transportar até quatro pessoas, o balão também conta com porta de acesso no cesto, garantindo passeios mais inclusivos. Questionado sobre o custo do projeto, Cristiano afirma que o investimento principal não foi financeiro.

“O valor material um dia passa. O legado que esse balão deixa para o Pantanal e para o balonismo brasileiro é o que realmente tem valor. Acredito que, quando Deus coloca um propósito em nossas mãos, o investimento deixa de ser apenas dinheiro e passa a ser fé, dedicação e perseverança. Isso não tem preço”, diz.

Apesar do desejo de futuramente incluir novas bolhas inspiradas na fauna brasileira, o empresário afirma que, por enquanto, o Hangar 67 seguirá apenas com uma onça-pintada. “Neste momento, quero que a Onça cumpra sua missão. Que ela viaje, emocione milhares de pessoas e leve o nome do Pantanal por muito tempo. Depois disso… quem sabe novos sonhos podem decorar”, completa.

Para ele, o balão pode ajudar a atrair ainda mais atenção para o Pantanal e Mato Grosso do Sul. “O Balão da Onça não nasceu para ser apenas visto. Ele nasceu para fazer as pessoas sentirem orgulho da nossa terra, do nosso Pantanal e da capacidade que os sonhos têm de ganhar os céus quando encontramos coragem para acreditar neles”, finaliza.

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