Quase todos os municípios tiveram ocorrências nos primeiros 15 dias do mês, mas poucas
Junho foi um mês atípico em Mato Grosso do Sul, com chuva “de sobra” em praticamente todas as regiões. Julho, no entanto, começou a seco.
Julho começou seco em Mato Grosso do Sul, após junho chuvoso. Na primeira quinzena, a Cemtec registrou precipitações baixas e mal distribuídas. Ribas do Rio Pardo teve o maior volume, com 24,2 mm. Campo Grande ficou 70% abaixo da média. O alerta para o risco de incêndios devido à atuação de sistemas de alta pressão, que inibiram chuvas, especialmente no Pantanal e regiões norte, nordeste e leste do estado.
Os primeiros quinze dias tiveram em quase todos os pontos analisados pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), mas os volumes foram baixos.
Ribas do Rio Pardo, Jardim, Miranda, Dois Irmãos do Buriti e Paraíso das Águas foram os que se aproximaram mais do que é esperado para todo o mês, registrando pelo menos a metade da quantidade de chuva prevista.
O primeiro entre os cinco municípios foi o que registrou o maior volume de chuva no Estado. Foram 24,2 mm, quando a média mensal é de 29,6 mm em Ribas do Rio Pardo.
As demais cidades de Mato Grosso do Sul não atingiram 50% do volume esperado. Campo Grande mesmo ficou 70% abaixo da média.
A estação meteorológica da Capital que marcou maior quantidade foi no Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), na região do Córrego Anhanduizinho. O valor foi de 10,6 mm, equivalente a cerca de 30% da média mensal de 35,7 mm.
Balanço parcial – Na avaliação do Cemtec, a primeira quinzena de julho teve chuva “bastante reduzida e mal distribuída”.
O órgão destaca a escassez em regiões do Pantanalnorte, nordeste e leste do Estado.
O Cemtec reforça a preocupação com o aumento do risco de incêndios. “Esse padrão evidencia a atuação persistente de sistemas de alta pressão atmosférica, que favorecem condições de tempo seco e inibiram a formação de chuvas na maior parte do estado, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo das condições ambientais e hidrológicas, especialmente diante do aumento do risco de incêndios florestais e da redução da disponibilidade hídrica”, finaliza.
