MS tem quase 400 mil hectares cultivados e norma vale para todos os parceiros econômicos
O comércio de soro entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai passa a seguir novas critérios sanitários. A regra define os documentos, inspeções e análises para a entrada e saída de sementes e grãos entre os países do Mercosul (Mercado Comum do Sul), com o objetivo de evitar a propagação de pragas.
Novas critérios sanitários passam a regular o comércio de sorgo entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A norma, publicada pelo Ministério da Agricultura nesta terça-feira (14), define documentos, inspeções e análises para a entrada e saída de sementes e grãos no Mercosul, atualização regulatória de 2012. A mudança ocorre no momento de expansão do sorgo em Mato Grosso do Sul, que em cinco safras ampliou sua área cultivada de 5 mil para 400 mil hectares.
As critérios foram incorporadas à legislação brasileira pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), publicada nesta terça-feira (14). A norma entrou em vigor imediatamente e substituiu uma norma de 2012.
Essas regras variam conforme o país de destino e o uso do sorgo. A norma separa o produto em duas categorias: sementes destinadas ao plantio e grãos usados para consumo ou processamento.
Para entrar na Argentina, por exemplo, o sorgo brasileiro em grão precisa de autorização de importação, certificado fitossanitário, inspeção na chegada e análise oficial de laboratório. A carga também deve ser declarada livre da Corcyra cephalonica, uma praga que pode atingir produtos armazenados.
No caso do Paraguai, o sorgo em grão enviado pelo Brasil deve ser declarado livre de duas sentenças: Acarus siro e Corcyra cephalonica. Também são exigidas solicitação de importação, certificado, inspeção e análise laboratorial.
Para o Uruguai, há igualmente exigência de certificado fitossanitário, inspeção e análise. No caso das sementes para plantio, a carga ainda deverá passar pelo depósito quarentenário oficial ou ficar sob controle oficial.
A portaria também estabelece as condições para o sorgo vindo dos demais países do bloco entrar no Brasil. Sementes e grãos provenientes da Argentina, Paraguai e Uruguai deverão ter certificado fitossanitário, passar por inspeção na chegada e ser submetidos a análise oficial de laboratório.
Espaço em MS – A mudança ocorre em um momento de forte expansão do sorgo em Mato Grosso do Sul. Em cinco safras, a área cultivada passou de pouco mais de 5 mil hectares para perto de 400 mil hectares, crescimento superior a 7.700%.
Com esse avanço, o Estado passou a ocupar uma quarta posição entre os maiores produtores brasileiros. A expansão foi impulsionada principalmente pela demanda das usinas de etanol de cereais, que passaram a usar o sorgo como alternativa e complemento ao milho, especialmente em áreas com janela mais curta para o plantio ou maior risco climático.
Ponta Porã e Maracaju estão entre os principais municípios produtores, seguidos por bonitoBela Vista e Sidrolândia.
