Vendas externas somam US$ 3,83 bilhões no semestre; carnes impulsionadas resultado histórico da indústria
As exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul alcançaram US$ 3,83 bilhões no primeiro semestre de 2026, o maior valor já registrado para os seis primeiros meses do ano na série histórica. Segundo o Observatório da Indústria da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), o desempenho foi impulsionado principalmente pelo crescimento das vendas do complexo frigorífico, que compensou a queda registrada pelo setor de celulose e papel e ajudou a consolidar o recorde das exportações industriais do Estado.
As exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul somaram US$ 3,83 bilhões no primeiro semestre de 2026, recorde histórico para o período, segundo o Observatório da Indústria da Fiems. O resultado foi impulsionado pelo complexo frigorífico, com alta de 41%, chegando a US$ 1.445 bilhões. A China foi o principal destino, com compras de US$ 1,35 bilhão.
Somente em junho, a indústria exportou US$ 806,9 milhões, também o maior resultado mensal da série histórica e 17% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. No período, os produtos industrializados responderam por 67% de toda a receita das exportações de Mato Grosso do Sul, reforçando o papel da indústria como principais segmentos do comércio exterior estadual.
Embora o setor de celulose e papel tenha encerrado o semestre com a maior receita entre os grupos industriais, somando US$ 1.446 bilhões, o complexo frigorífico ficou praticamente empatado, com US$ 1.445 bilhões. Cada um respondeu por 38% das exportações industriais do Estado entre janeiro e junho. Na sequência aparecem os segmentos de óleos vegetais e demais produtos de sua proteção, com US$ 424,9 milhões, açúcar e álcool, com US$ 163,4 milhões, extrativo mineral, com US$ 112,4 milhões, e siderurgia, metalurgia e metalmecânica, com US$ 99,3 milhões.
Os dados do Observatório da Indústria mostram, no entanto, que o crescimento das exportações foi sustentado pelo desempenho do complexo frigorífico. O setor registrou aumento de 41% na receita, alcançando US$ 1,445 bilhão, enquanto o volume exportado cresceu 18% e o preço médio por tonelada avançou 20% na comparação com o primeiro semestre de 2025. As carnes bovinas desossadas congeladas responderam por 62% das vendas do segmento, seguidas pelas carnes bovinas desossadas refrigeradas, com 17%, e pelas coxas com coxas de frango desossadas e congeladas, com 4%.
Em sentido contrário, o setor de celulose e papel apresentou redução de 16% na receita em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 1.446 bilhões. O boletim também aponta queda de 10% no volume exportado e de 8% no preço médio da tonelada. As massas químicas de madeira representaram 99,5% das exportações do segmento.
O setor de óleos vegetais e demais produtos de sua remoção também contribuiu para o desempenho da indústria estadual. As exportações cresceram 40%, alcançando US$ 424,9 milhões, impulsionadas principalmente pelos bagaços e resíduos da extração do óleo de soja, pelas farinhas e pellets da extração do óleo de soja e pelo óleo bruto de soja.
Destino A China apresentou como principal destino dos produtos industrializados de Mato Grosso do Sul, com compras de US$ 1,35 bilhão entre janeiro e junho. Em seguida aparecem Estados Unidos (US$ 370,5 milhões), Holanda (US$ 212,7 milhões), Itália (US$ 203,1 milhões) e Turquia (US$ 127,8 milhões). Também figuram entre os principais mercados Chile, Índia, Argentina, Uruguai e Japão.
O boletim do Observatório da Indústria também mostra que o desempenho das indústrias industriais mantém uma trajetória de crescimento nos últimos anos. O valor acumulado no primeiro semestre passou de US$ 2,40 bilhões em 2022 para US$ 2,66 bilhões em 2023, US$ 3 bilhões em 2024, US$ 3,77 bilhões em 2025 e atingiu US$ 3,83 bilhões em 2026, estabelecendo um novo recorde para o período.
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