
Ao menos cinco equipes especializadas em cuidados paliativos devem ser formadas para atendimento em unidades mantidas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em Mato Grosso do Sul. A SES (Secretaria Estadual de Saúde) criou, na semana passada, um grupo para chefiar a implantação do serviço.
Mato Grosso do Sul deve formar ao menos cinco equipes especializadas em cuidados paliativos para atendimento pelo SUS. A Secretaria Estadual de Saúde criou um grupo para coordenar a implantação, previsto na Política Nacional de Cuidados Paliativos de 2024. Cada equipe terá médico, enfermeiro, assistente social e outro profissional de saúde. A implantação será gradual, sem prazo definido.
A quantidade de equipes é a que está prevista para o Estado na Política Nacional de Cuidados Paliativos, criada em 2024 pelo Ministério da Saúde. A implantação avança lentamente no País. Até maio deste ano, havia 37 distribuições entre os estados, segundo a Academia Nacional de Cuidados Paliativos.
Cada equipe de Mato Grosso do Sul será composta por, no mínimo: 1 médico, 1 enfermeiro, 1 assistente social e 1 profissional que pode ser fisioterapeuta, psicólogo, terapeuta ocupacional, nutricionista, fonoaudiólogo ou farmacêutico.
Segundo a SES, o Estado atualmente não possui equipes habilitadas com os mesmos critérios da política nacional, mas o serviço já existe em algumas unidades da rede pública.
“Unidades hospitalares, como o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), já desenvolvem ações e contam com equipes internacionais que prestam cuidados paliativos aos pacientes com indicação para essa modalidade de assistência”, inclui.
A pasta acrescenta que a implantação será feita “promovendo a articulação entre os serviços de saúde e os municípios”. Não foram apresentados prazos. “A implantação ocorrerá de forma gradual, em consonância com o processo de estruturação da rede estadual e municipal de saúde”, finalizou a SES em nota.
O que são – Cuidados paliativos são dados para pacientes que possuem alguma doença em estágio terminal ou grave, crônica, que comprometa a qualidade de vida. A proposta é justamente oferecer o máximo de conforto, rompimento da dor e bem-estar.
A humanização no tratamento e o cuidado multidisciplinar são as principais frentes desse tipo de assistência.