Primeira edição do “Oh Fuxixo da Mata” reuniu moradores, música, gastronomia e artesanato

Em uma semana, a ideia virou feira e já tem 200 expositores na espera
“Oh Fuxixo da Mata” estreou como feira neste fim de semana. (Foto: Thailla Torres)

Não foi preciso muito tempo para descobrir que a Mata do Jacinto queria uma feira. Bastou uma semana. Esse foi o tempo entre a ideia de sair do papel e ganhar forma na noite de sábado (18), quando bolsas de barracas ocuparam o bairro, uma música começou a tocar e famílias apareceram para passear sem pressa. Entre plantas, joias, milho pantaneiro, vinhos, bebidas e comida de rua, o “Oh Fuxixo da Mata” estreou com cara de quem já faz parte da rotina da região.

A feira “Oh Fuxixo da Mata” estreou no bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande, reunindo cerca de 100 expositores com plantas, joias, comidas e bebidas. Organizada em uma semana pela Associação de Moradores, a primeira edição superou expectativas e já tem 200 nomes na lista de espera. O evento será realizado todo terceiro sábado do mês.

O resultado surpreendeu até quem especifica o evento. Presidente da Associação de Moradores da Mata do Jacinto e uma das idealizadoras da feira, Priscila Queiroz contou que a primeira edição foi organizada praticamente contra o relógio.

“Hoje tem 100 expositores aqui, mas a lista de espera já está com 200. Ficamos muito felizes. Não colocamos todo o mundo aqui porque também vamos priorizar um espaço com respiro para as famílias curtirem, ouvirem música, comprarem os produtos com calma. Mas desejamos que a feira cresça, sem dúvida. Para a primeira edição feita em uma semana, ficamos muito felizes. A Mata do Jacinto merece.”

O sucesso garantiu a continuidade. A partir de agora, a feira será realizada todo terceiro sábado de cada mês. Para quem vive de feira, a estreia também deixou boa impressão.

Em uma semana, a ideia virou feira e já tem 200 expositores na espera
Luciana Greyce divide a rotina com a criação de joias e acessórios (Foto: Thailla Torres)

Professora concursada, Luciana Greyce divide a rotina com a criação de joias e acessórios artesanais. Hoje participa de mais de cinco feiras em Campo Grande, mas fez questão de apostar na novidade da Mata do Jacinto.

“Ano passado, em maio, eu fui conhecer uma feira na cidade, a Ziriguidum. Me apaixonei pela vibe, foi a primeira feira que entrei. Eu descobri que nasci para ser feirante, eu só não sabia ainda”. Ela contou que começou vendendo peças apenas para amigos até decidir transformar o hobby em negócio.

Em uma semana, a ideia virou feira e já tem 200 expositores na espera
Casal que mora no bairro compareceu vendendo bebidas e vinhos em taças. (Foto: Thailla Torres)

Quem também aprovou o novo endereço do casal Fabiana Mantovani, de 47 anos, e Emilio Vitorino, de 48. Moradores da região, eles levam para as feiras uma marca paulista especializada em vinhos e drinks servidos na taça.

“A gente adorou a ideia da feira na nossa região. Nós moramos aqui e achamos fantástico. A gente sempre passou pela região, e estar aqui no nosso bairro é sensacional. Foi uma ideia ótima.”

Funcionária pública, Fabiana explica que o negócio nasceu depois que o casal conheceu o produto em outra cidade. “A gente experimentou, gostou e amadureceu de trazer para Campo Grande. Começamos em janeiro e está tendo uma facilidade acessível nas feiras. A gente está muito feliz.”

Em uma semana, a ideia virou feira e já tem 200 expositores na espera
Família era unida vendedora de milho pantanairo na Mata do Jacinto. (Foto: Thailla Torres)

Outro expositor que exerceu potencial no bairro foi Luiz Pierry Gonzales, de 36 anos. Há um ano ele vende milho pantaneiro recheado e conta que a receita nasceu inspirada nas praias brasileiras. “A ideia vem da praia e aí a gente começou a pensar em trazer o sabor para o nosso estado, unindo os sabores. Nosso carro-chefe é o de carne seca com banana-da-terra, pimenta-biquinho e aquele recheio para finalizar.”

O negócio é tocado pela família inteira e, segundo ele, a Mata do Jacinto parecia um lugar promissor mesmo antes da feira existir.

Em uma semana, a ideia virou feira e já tem 200 expositores na espera
Meyke coloriu a feira com suas flores. (Foto: Thailla Torres)

Entre uma barraca e outra, também havia espaço para quem cultivava outro tipo de cuidado. Depois de anos trabalhando em uma lanchonete, Meyke de Deus, de 51 anos, viu os filhos seguirem seus próprios caminhos e decidiu trocar os balcões pelas plantas. Hoje, além de vender vasos e flores, ela encontrou uma nova terapia.

“Eu achei ótimo o lugar, muito bom, excelente. Uma variedade, o espaço amplo. Aqui perto da região tem muitos moradores e acho que tem tudo para dar certo.”

A feira nasceu para ocupar um espaço que os próprios moradores sentiam falta: um lugar para caminhar, encontrar os vizinhos e viver o bairro.

Priscila diz que essa é a mesma motivação que já levou o grupo de amigos a organizar outras iniciativas, como o telão durante a Copa do Mundo nas periferias e a festa junina da Mata do Jacinto.

“Tudo o que a gente pode fazer para trazer alegria, cultura, convivência e consciência de que o bairro é dos moradores e merece prestígio, a gente vai fazer. O que a gente precisa é que os moradores também estejam com a gente e estamos abertos a sugestões e melhorias sempre”, finaliza.

Agora é possível acompanhar as datas, horários e novidades da feira pelo Instagram



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