Defesa afirma confiar na inocência de técnico investigado por estupro em UTI
Imagem ilustrativa de uma UTI hospitalar, gerada por inteligência artificial

A defesa do técnico de enfermagem de 52 anos investigada após um paciente de 27 anos denunciante ter sido vítima de estupro enquanto estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, afirmou confiar na inocência do profissional e disse estar convencido de que a investigação esclarecerá os fatos.

A defesa de um técnico de enfermagem de 52 anos investigado por suposto estupro contra um paciente de 27 anos internado na UTI do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul afirmou confiar na inocência do profissional. O caso foi registrado na Delegacia da Mulher, e a Polícia Civil pediu medidas protetivas à Justiça. O hospital informou que presta suporte à vítima e acompanha as investigações.

Segundo o advogado Matheus Morandi, o inquérito policial tramita sob segredo de justiça, o que impede manifestações sobre o conteúdo da investigação neste momento. A defesa também informou que pretende requerer acesso aos autos para conhecer integralmente os elementos já reunidos pela Polícia Civil.

“A defesa confia na inocência de seu representado e está condenada de que, ao final da apuração regular, os fatos serão devidamente esclarecidos, onde será demonstrada a inexistência dos fatos apurados”, diz trecho da nota.

A manifestação ocorre enquanto a Polícia Civil investiga uma denúncia registrada no sábado, na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). A unidade encaminhou à Justiça pedido de medidas protetivas de urgência contra o técnico de enfermagem.

De acordo com o boletim de ocorrência, uma paciente está internada desde 15 de junho devido às complicações decorrentes da gravidez e do pós-parto. Conforme relato apresentado à polícia por um familiar, o suposto abuso teria ocorrido na madrugada de sexta-feira, durante o plantão noturno na UTI.

Segundo a denúncia, o técnico participou do atendimento ao paciente e, depois de administrar medicamentos, teria retornado ao leito. A jovem relatou que estava sonolenta e que se despertou durante o suposto abuso, momento em que teria visto o investigado, que deixou o local em seguida.

Ainda conforme o registro policial, um paciente contornou o ocorrido a uma técnica de enfermagem da equipe que substituiu o plantão. Uma profissional acionou uma enfermeira responsável e uma psicóloga do setor.

Após deixar a UTI, o paciente foi concentrado para um quarto da maternidade e passou a permanecer acompanhado por familiares durante a internação.

Além do registro da ocorrência por estupro de vulnerável, a vítima pediu medidas protetivas. A Polícia Civil solicita à Justiça que o investigado seja proibido de se aproximar do paciente, mantenha contato com ela e exerça atividades com pessoas em situação de vulnerabilidade enquanto o caso estiver sob investigação.

Hospital diz que presta suporte ao paciente – Em nota, o HRMS informou que tomou conhecimento da denúncia na sexta-feira e que, desde então, vem adotando medidas para a purificação dos fatos, além de prestar acolhimento e suporte ao paciente.

“O hospital acompanha o andamento das investigações e reafirma a sua confiança de que, após o devido processo legal, os responsáveis ​​serão identificados e responsabilizados na forma da lei”, informou a instituição.

Esta não é a primeira denúncia de violência sexual envolvendo uma paciente internada no Hospital Regional. Em fevereiro de 2021, durante a pandemia de covid-19, um paciente de 36 anos denunciou ter sido estuprado por um enfermeiro enquanto estava internado na unidade. O caso foi investigado pela Deam e, em março de 2024, o profissional foi condenado pela Justiça por violação de vulnerabilidade.

No caso atual, a investigação ainda está em andamento e não há conclusão definitiva sobre os fatos ou sobre eventual responsabilidade criminal do técnico de enfermagem.

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