Plano prevê expansão até 2029, com reforço da frota, da logística e da capacidade de exportação
A LHG Mining pretende ampliar em 1,150% a produção de mineração de ferro e manganês em suas minas de Corumbá (MS), passando dos 2 milhões de toneladas registradas quando transferida a operação, em 2022, para 25 milhões de toneladas em 2029. Atualmente, a empresa processou cerca de 13 milhões de toneladas por ano.
A LHG Mining quer ampliar em 1.150 por cento a produção de minérios de ferro e manganês em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, chegando a 25 milhões de toneladas em 2029, ante 2 milhões em 2022. A empresa investe em equipamentos, logística e frota para atender à expansão, com parte da carga específica ao mercado interno e o restante à exportação pela Hidrovia do Paraguai até Uruguai, China e Europa.
Os dados foram apresentados pelo diretor-geral de Navegação da companhia, Iclair Macarello, durante o seminário “Horizontes da Economia Azul – O Papel das Hidrovias, do Turismo e da Formação Profissional no Desenvolvimento Sustentável em Mato Grosso do Sul”, promovido pelo Comando do 6º Distrito Naval da Marinha, no Bioparque Pantanalem Campo Grande, nesta sexta-feira (10).
Para ampliar a capacidade de produção, Macarello destacou que a empresa vem investindo em equipamentos para a operação de mineração, como caminhões, escavadeiras e maquinário de processamento mineral, além de melhorias na logística de escoamento, incluindo a implantação de um novo berço de atração no Terminal Privativo Gregório Curvo.
Segundo o diretor, dos minérios produzidos em Corumbá, cerca de 2,5 milhões de toneladas são destinados ao mercado interno, enquanto o restante segue para exportação. A carga é transportada pela Hidrovia do Paraguai até o Uruguai, onde o minério é transferido das barcaças para um navio do tipo Panamax, com capacidade para até 75 mil toneladas. Já em alto-mar, ocorre uma operação de transbordo para um navio do tipo Capesize, com capacidade para até 150 mil toneladas, responsável por levar a carga aos mercados da China e da Europa.
Macarello afirmou que a estrutura logística instalada atualmente em Mato Grosso do Sul permite o escoamento de aproximadamente 35 mil toneladas de minério por dia, o equivalente a cerca de 1 milhão de toneladas por mês ou 12 milhões de toneladas por ano.
Para atender à produção atual e preparar a operação para o aumento do volume extraído, a empresa também vem ampliando sua frota de navegação.
Segundo o diretor, quando iniciou as operações no Estado, a LHG Mining contava com 18 rebocadores e 252 barcaças. Desde então, foram incorporados mais 10 rebocadores e 41 barcaças, que já estão em operação. Além disso, outros 21 rebocadores e 400 barcaças estão em construção. Com isso, a expectativa é que, em 2028, a frota alcance 49 rebocadores e cerca de 700 embarcações.
Nesse processo de expansão, Macarello destacou que um dos principais desafios é a contratação de mão de obra especializada, já que, além da formação técnica, os profissionais precisam acumular experiência para operar na hidrovia.

“Ao longo de todo o percurso do rio, atravessamos cinco países e cada trecho tem regras próprias. No Brasil, por questões da legislação, navegamos normalmente com 12 barcaças por rebocador, chegando a 16 em alguns trechos. No Paraguai, esse número sobe para 24 barcaças. Já em São Lourenço, na Argentina, é preciso desmontar novamente o trem. A navegação exige muito balização, informação para o capitão, inspiração treinada, máquinas em boas condições e manutenção permanente. Construir rebocadores e barcaças é relativamente fácil. O difícil é formar uma tripulação. Para preparar um capitão há cerca de dez anos, assim como formar uma equipe para navegar com segurança não é simples.
O diretor também explicou a origem da empresa. Segundo ele, a LHG Mining integra o grupo J&F e foi criada em 2022, após a aquisição da MCR (Mineração Corumbaense Reunida).

