Criminosos fizeram 3 transferências da conta da vítima, sendo 2 de R$ 40 mil e 1 de R$ 70 mil

Idoso cai no golpe do falso advogado e tem prejuízo de R$ 150 mil
Pessoa durante chamada de vídeo (Foto: Paulo Francis/Arquivo)

Idoso de 75 anos perdeu R$ 150 mil após cair em um golpe aplicado por infrações que se passaram por seu advogado, um promotor de Justiça e até por um suposto representante do STF (Supremo Tribunal Federal). O caso foi registrado na tarde desta quarta-feira (15) na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, em Campo Grande.

Idoso de 75 anos perdeu R$ 150 mil em golpe aplicado por infrações que se passaram por seu advogado, um promotor e um representante do STF, em Campo Grande (MS). Os golpistas contataram a vítima pelo WhatsApp e convenceram-na a realizar três transferências via Pix. O caso foi registrado no Depac Centro como fraude eletrônica e estelionato contra idoso e será investigado pela Polícia Civil.

Conforme o boletim de ocorrência, a vítima, moradora de Vila Gomes, teve o filho procurado por um homem que entrou em contato pelo WhatsApp utilizando a foto do advogado da família no perfil do aplicativo. O golpista afirmou que o idoso havia vencido uma ação judicial contra uma pessoa residente em São Gabriel do Oeste e que teria direito a receber R$ 11.855,10.

Na sequência, o criminoso informou que a vítima receberia uma ligação de um suposto promotor de Justiça responsável pela liberação do dinheiro. Pouco depois, outro homem entrou em contato, também pelo WhatsAppdizendo ser representante do Supremo Tribunal Federal.

Durante uma conversa, o falso servidor afirmou que, para que o valor fosse depositado, seria necessário realizar alguns procedimentos na conta bancária do idoso. Ainda alegou que as medidas evitariam a cobrança de Imposto de Renda sobre a suposta indenização.

Acreditando estar em contato com representantes do Poder Judiciário, o idoso seguiu todas as orientações repassadas pelos criminosos. Só depois soube que havia sido vítima de um golpe, ao verificar movimentações bancárias que não havia autorizadas.

Segundo o registro policial, foram realizadas três transferências via PIX, que somaram R$ 150 mil. Duas delas, de R$ 40 mil cada, tiveram como destinatária uma conta, e a terceira, de R$ 70 mil, teve como destinatário outro homem.

O caso foi registrado como fraude eletrônica e estelionato contra idoso e será investigado pela Polícia Civil.

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