ONG terá 10 meses para encontrar lar para 73 animais antes de fechar
Animais cuidados pela ONG (Foto: Reprodução Processual)

A ONG Instituto Guarda Animal continuará operando nos próximos dez meses para tentar encaminhar à adoção os 73 animais que ainda vivem no abrigo. A informação foi divulgada pelo advogado da entidade, Eduardo Pracz, após audiência realizada nesta quarta-feira (15), na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande.

A ONG Instituto Guarda Animal, de Campo Grande, continuará trabalhando por dez meses para encaminhar à adoção os 73 animais do abrigo, conforme acordo firmado em audiência na 2ª Vara de Direitos Difusos. A Prefeitura auxiliará com vacinação, castração e exames veterinários. A ONG não poderá receber novos resgates e, ao fim do prazo, os animais remanescentes serão direcionados ao município.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Pracz afirmou que representantes do Ministério Público, da Prefeitura de Campo Grande, da Superintendência de Bem-Estar Animal, do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), da Vigilância Sanitária e da Procuradoria do Município participaram da audiência, que discutiram o futuro da instituição.

Segundo o advogado, as partes chegam a um acordo que permite a interrupção temporária da ONG, apesar da intenção já manifestada pelos responsáveis ​​de encerrar as atividades.

ONG terá 10 meses para encontrar lar para 73 animais antes de fechar
O registro foi utilizado pelo Ministério Público para embasar o pedido de dissolução da ONG. (Foto: Reprodução Processual)

“Hoje a ONG tem 73 animais. Então serão feitas campanhas, tanto por parte das meninas quanto por parte da prefeitura, para tentar fazer esses animais”, afirmou.

Conforme a defesa, a responsabilidade pelos cães e gatos continuará sendo da própria entidade durante esse período. Pracz também afirmou que a ONG seguirá autorizada a receber doações para custear alimentação, medicamentos e demais despesas relacionadas à manutenção dos animais.

De acordo com o advogado, outro ponto definido no acordo é que a Guarda Animal não poderá receber novos resgates. A única exceção mencionada por ele seria em situações de abandono de animais em frente ao abrigo, casos que, segundo disse, deverão ser comunicados ao Judiciário.

ONG terá 10 meses para encontrar lar para 73 animais antes de fechar
Fotografia integra os relatórios de fiscalização apresentados na ação civil pública. (Foto: Reprodução Processual)

Apoio do município – Ainda segundo Pracz, a Prefeitura passará a atuar de forma mais próxima no atendimento aos animais que permanecem na instituição.

No vídeo, ele afirmou que o município deverá auxiliar com vacinação, microchipagem, castração, exames e outros atendimentos veterinários necessários aos animais coletados.

O advogado também declarou que a Superintendência de Bem-Estar Animal assumiu o compromisso de buscar formas de auxiliar na manutenção do espaço. Entre as possibilidades discutidas estariam a realização periódica da limpeza do terreno, embora essa medida não tenha sido incluída formalmente no acordo judicial.

Destino dos animais – De acordo com a explicação apresentada pela defesa, no final dos dez meses os animais que eventualmente permaneceram no abrigo deverão ser encaminhados à Prefeitura de Campo Grande.

Pracz afirmou que caberá ao município definir o destino desses cães e gatos, seja por meio de acolhimento em outras estruturas ou de outras medidas que entendam.

O advogado também disse que, com o acordo firmado, pedidos que estavam em discussão na ação, como bloqueio de contas e interdição do espaço, não deveriam mais avançar.

A audiência ocorreu um dia após a divulgação da ação civil pública em que o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pediu a dissolução do Instituto Guarda Animal. Na ação, o órgão aponta problemas sanitários e questiona a utilização de recursos recebidos pela entidade. A ONG contesta as acusações e sustenta que a situação atual do abrigo é diferente daquela descrita nos relatórios utilizados pelo Ministério Público.

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