Vítima diz que foi pressionada e impedida de sair de sala durante suposta avaliação física
“Senti nojo do meu corpo”, diz um jovem de 19 anos que denunciou um personal trainer por estupro dentro de uma academia em Amambai, a 351 quilômetros de Campo Grande. Ao Notícias Campo Grandeela relatou que foi pressionada, intimidada e impedida de sair de uma sala reservada durante uma suposta avaliação física, na noite de terça-feira (7).
Uma jovem de 19 anos denunciou um personal trainer por estupro dentro de uma academia em Amambai, a 351 quilômetros de Campo Grande. Segundo a vítima, o profissional levou a uma sala reservada sob pretexto de avaliação física, trancou a porta e agrediu sexualmente. Após o ocorrido, ela registrou boletim de ocorrência com ajuda do namorado e da mãe. O caso foi encaminhado à Polícia Civil para investigação.
Segundo a notícia, ela havia começado a frequentar a academia recentemente e a vítima ainda aprendeu a usar os equipamentos. O pessoal teria oferecido um acompanhamento específico, mas ela decidiu por considerar o valor alto. Mesmo sem contratar o serviço, passei a receber orientações dele durante os treinos.
Um jovem contorno que, antes do episódio, já havia se sentido constrangido por atitudes do profissional. Em uma das situações, ele teria insistido para que ela gravasse um áudio em tom malicioso chamado colegas da academia para treinar. Ela disse ter recusado várias vezes, mas acabou cedendo após pressão.
Depois, conforme o relato, o pessoal afirmou que eu preciso refazer as medidas corporais dela. A justificativa seria que o treino já não acompanhava as mudanças do corpo da aluna. A vítima disse que tentou adiar o procedimento e pediu para ser avaliada por outro professor, mas o suspeito insistiu para conduzir uma avaliação.
A jovem afirmou que estranhou quando ele questionou a roupa que ela usava e orientou que trocasse a calça por um short. Ainda segundo ela, antes de entrar na sala, o profissional fez comentário sobre seu corpo.
Dentro da sala de avaliação, a vítima relatou que o pessoal trancou a porta e começou a tocá-la sem consentimento durante a suposta medição. Ela disse que tentou sair, mas foi impedida. Também afirmou que o homem a intimidava, mandou que ficasse em silêncio e a ameaçou para que obedecesse às ordens dele.. A mulher diz que o homem usou dedo para o estupro e tentou forçá-la a fazer sexo oral.
Segundo a jovem, ao tentar gritar e resistir, teve a boca tapada pelo suspeito. Em determinado momento, ele teria aberto a porta para verificar se havia alguém por perto, voltado para a sala e trancado novamente o local.
Após a situação, conforme o relato, o pessoal teria mandado a vítima agir como se nada tivesse acontecido. Ela disse que foi orientada a sair sem demonstrar desespero, para que outras pessoas na academia não percebessem. Ao deixar a sala, ainda ouvi um comentário insinuante de um homem que estava no local.
Do lado de fora da academia, um jovem encontrou o namorado, que costumava buscá-la ao fim do treino. Abalada, contou a ele o que havia acontecido. Os dois foram para a casa dela, onde a vítima relatou o caso à mãe. A Polícia Militar foi acionada em seguida e registrou o boletim de ocorrência.
A jovem afirmou que, ao chegar em casa, não conseguiu chegar e sentiu repulsa do próprio corpo. Segundo ela, ainda sentiu o cheiro do suspeito na roupa e pediu ajuda à mãe antes de tomar banho.
A vítima disse que não pretende voltar à academia e espera que o caso seja investigado. “Espero que vá atrás dele e que ele não faça isso com outras meninas”, afirmou.
No boletim de ocorrência, a Polícia Militar informou que orientou um jovem a procurar a Polícia Civil para formalizar a denúncia e representar contra o suspeito. Ninguém foi atrasado durante o atendimento, e o caso foi encaminhado para apuração.
A reportagem entrou em contato com o personal trainer na manhã desta quarta-feira. Ele afirmou que não tinha conhecimento da denúncia e disse que não tinha nada a declarar.
