Juiz libera chaves e promissórias, mas nega devolução de 186 mil para Rudi Fiorese
Dinheiro apreendido na operação contra desvios em obras públicas. (Foto: Divulgação/MPMS)

O juiz da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, Waldir Peixoto Barbosa, negou a liberação de dinheiro em espécie apreendido com Rudi Fiorese, ex-secretário de Obras na Capital e ex-diretor-presidente da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos). Conforme o magistrado, o aparelho celular e os valores retidos por ainda “interessarem” ao processo.

Juiz da 5ª Vara Criminal de Campo Grande negou a liberação de R$ 186 mil em espécie apreendida com Rudi Fiorese, ex-secretário de Obras, na Operação Buraco Sem Fim. O magistrado também manteve retidos eletrônicos de outros investigados. A operação, deflagrada pelo Gecoc em maio, apura esquema de desvio de verbas públicas no Sisep, com Fiorese como suposto garantidor, Mehdi Talayeh como articulador técnico e Edivaldo Pereira como operador das irregularidades.

Dos R$ 429 mil em espécie recolhidos na Operação Buraco Sem Fim, R$ 186 mil foram apreendidos na casa do ex-secretário. A ação foi deflagrada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) no dia 12 de maio.

No caso de Edivaldo Aquino Pereira, que era gerente de Manutenção de Vias na Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), o juiz liberou acesso a agendas, boletos, documentos de veículos, chave eletrônica de apartamento em prédio de luxo e nota promissória de R$ 13 mil em nome do ex-servidor. Mas foi negado acesso a eletrônicos apreendidos (pendrives, HD externo, aparelho celular e notebook) e dinheiro.

“Os quais deverão permanecer acautelados até a conclusão das perícias e demais diligências investigativas”, afirma o juiz.

A defesa de Medhi Talayeh, ex-superintendente de Serviços Públicos do Sisep, obteve a liberação de agenda e manuscritos. Contudo, siga a compreensão dos aparelhos celulares, cadernos e cheques.

Rudi é citado na investigação como “garantidor” do esquema. Ele foi titular do Sisep entre 2017 e 2023. Quando foi preso, estava no comando da Agesul e foi demitido horas depois da operação.

Conforme o Gecoc, Medhi Talayeh atuou como articulador técnico do esquema, sendo responsável, em tese, pela definição arbitrária e artificial dos valores das profundidades contratuais, com o objetivo de viabilizar pagamentos indevidos e potencializar o desvio de verbas públicas.

A investigação destaca que Edivaldo Aquino Pereira seria responsável por operacionalizar parte das irregularidades apontadas, atestando conclusões concluídas fictícias, assinatura de documentos administrativos e intermediação de tratativas com empresários envolvidos.

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