Com Neno foragido, defesa diz que não há fato novo e tenta derrubar prisão
Roberto Razuk Filho durante sessão na Assembleia Legislativa. (Foto: ALMS)

Com o ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho (PL), o Neno Razuk, forgido há seis dias, a defesa informa que teve acesso ao decreto de prisão e vai buscar derrubar o mandado da preventiva.

A defesa do ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk, foragido há seis dias, informou que buscará derrubar o mandado de prisão preventiva por entender que a decisão não evidencia a contemporaneidade dos fatos nem aponta fato novo que justifica a medida. Condenado a 15 anos de prisão por organização criminosa, roubo e jogo do bicho, ele perdeu o mandato e o foro privilegiado em maio deste ano após recontagem de votos pela Justiça Eleitoral.

“A defesa buscará o pronto restabelecimento da liberdade do investigado, por entender, em análise preliminar, que a decisão não evidencia a contemporaneidade dos fatos nem aponta fato novo apto a justificar a decretação da medida extrema de prisão preventiva, circunstâncias que serão oportunamente aplicadas ao crivo do Poder Judiciário”, afirma o advogado Ricardo Souza Pereira.

Segundo a defesa, neste momento, é realizada uma análise minuciosa dos fundamentos da ordem de prisão, a fim de adotar, com a maior brevidade possível, todas as medidas judiciais cabíveis.

Quanto à possibilidade de o ex-parlamentar se entregar, o advogado afirma que a decisão será de Neno. “Essa decisão depende dele”.

Conforme o Notícias Campo Grandeao decretar a prisão, a Justiça entendeu que existem requisitos para a segregação cautelar, como o risco à ordem pública, uma vez que o ex-parlamentar é apontado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado) como liderança na organização.

A investigação demonstrou ainda que o grupo de crimes continuaria em atividade, o que, segundo o entendimento judicial, justificaria a medida para interromper a suposta continuidade das práticas criminosas e resguardar a instrução do processo.

Ao longo das fases da Operação Sucessiva desde dezembro de 2023, Neno Razuk já foi condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão por organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho, mas recuperou em liberdade.

Além da publicação, o ex-deputado estadual é réu na quarta fase da ação, que foi realizada em 25 de novembro de 2025.

Em maio deste ano, após recontagem de votos pela Justiça Eleitoral, Neno perdeu uma cadeira na Assembleia Legislativa. Sem a carga, ele deixou de ter as proteções institucionais do deputado estadual. Dentre eles, o foro por prerrogativa de função, quando determinadas autoridades são julgadas diretamente pelos tribunais em casos limitados ao exercício da carga.

A sucessão investiga os crimes de organização criminosa, roubo, corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal de estabelecimento e exploração de jogos de azar.

Conforme criminalistas ouvidos pela reportagem, que pediram anonimato para não atuarem na defesa do ex-deputado, no Direito Penal brasileiro não há reprimenda legal a quem se evade para não ser preso. Portanto, não existe o crime de fuga, pois o direito à liberdade descoberta tal atitude.

Perante a lei, o ato de ficar foragido ou tentar fugir para evitar a prisão em flagrante não configura um novo crime por si só, pois o entendimento é que ninguém é obrigado a facilitar a própria prisão. No entanto, abrigar ou esconder um foragido é crime, conhecido juridicamente como favorecimento pessoal.

De acordo com o artigo 348 do Código Penal, a pena é de um a seis meses de detenção e multa. Mas se quem presta o auxílio é ascendente (pais), descendente (filhos), participação ou irmão do criminoso, fica isento de pena.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal fazer Notícias Campo Grande e siga nossos redes sociais.



Source link

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *