Mulher morta no Inferninho tratava suspeita de matá-la como filho, diz polícia
Um dos suspeitos presos na operação é pendente por policiais durante as diligências (Foto: Victória Costacurta)

Tratado como filho de Giovana Castura Werner, de 52 anos, o homem apontado pela Polícia Civil como líder do grupo investigado por sua morte teria usado o celular e as contas bancárias da vítima para transferir e distribuir cerca de R$ 10 mil entre os envolvidos no crime. A informação foi divulgada nesta terça-feira (14), dia em que quatro suspeitos foram presos durante operação da DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa).

Quatro suspeitos foram presos durante operação da Delegacia de Homicídios de Campo Grande pela morte de Giovana Castura Werner, 52 anos, encontrada morta em março. O apontado como líder, tratado como filho pela vítima, teria usado o celular e contas bancárias dela para distribuir cerca de R$ 10 mil entre os envolvidos. Um quinto suspeito teria recebido R$ 500 para ocultar o corpo. A motivação investigada envolve cobranças de dívidas e agiotagem.

Segundo a investigação, a proximidade entre Giovana e o suspeito era tamanha que ele tinha acesso à senha bancária da mulher. Conforme a Polícia Civil, após o assassinato, foram realizadas transferências da conta da vítima para a conta do investigado, que posteriormente dividiu os valores entre outros membros do grupo.

A suspeita é de que o dinheiro tenha sido movimentado por meio do próprio celular de Giovana, desaparecido desde o dia do crime e ainda não localizado. O valor exato retirado das contas da vítima ainda depende da análise completa dos extratos bancários, mas a estimativa atual gira em torno de R$ 10 mil.

Mulher morta no Inferninho tratava suspeita de matá-la como filho, diz polícia
Corpo da mulher às margens da pista (Foto: Bruna Marques)

Quinto suspeito recebeu R$ 500 para esconder o corpo – Outro detalhe revelado pela investigação envolve um quinto suspeito, identificado durante as diligências desta terça-feira. De acordo com o DHPP, ele teria participado da ocultação do cadáver e da desova do veículo utilizado no crime após receber R$ 500 pelo serviço.

Conforme a polícia, o homem não é apontado como participante da execução, mas teria auxiliado os investigados na tentativa de dificultar a descoberta do homicídio. Ele foi conduzido para prestar depoimento e teve a participação formalizada no inquérito, mas não foi alvo de mandado de prisão.

A operação realizada nesta manhã cumpriu quatro mandatos de prisão temporária e cinco mandatos de busca e apreensão em diferentes regiões de Campo Grande. As autoridades não divulgaram os nomes dos presos.

Mulher morta no Inferninho tratava suspeita de matá-la como filho, diz polícia
Carregamento policial pá de escavação encontrado no carro da vítima (Foto: Clara Farias)

Segundo a Polícia Civil, os investigados foram interrogados após as prisões. Quatro deles admitiram a participação nos fatos, mas apresentaram versões divergentes sobre a dinâmica do crime, especialmente em relação a quem teria cometido o disparo que matou Giovana e quem teria determinado a execução.

Já o homem apontado pelos investigadores como líder do grupo negou envolvimento e alegadamente será responsabilizado injustamente.

As prisões são temporárias e têm prazo inicial de 30 dias. Durante esse período, o DHPP pretende aprofundar a análise dos dados bancários e telefônicos dos envolvidos, além de confrontar as diferentes versões apresentadas nos depoimentos.

Mulher morta no Inferninho tratava suspeita de matá-la como filho, diz polícia
Giovana Castura Werner, de 52 anos, vítima encontrada morta na região do Inferninho (Foto: Reprodução/Facebook)

Ó caso – Giovana Castura Werner foi encontrada morta no dia 24 de março, na região da Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande. O corpo apresentou uma perfuração causada por disparo de arma de fogo na cabeça.

Familiares disseram à polícia que a vítima havia saído de casa para realizar cobranças e não voltou mais. No dia seguinte ao encontro do corpo, equipes da DHPP localizaram o carro utilizado por ela abandonada em uma área de mata no Jardim Colúmbia.

Dentro do veículo foram encontrados vestígios de sangue, um projeto de arma de fogo e uma pá. O celular da vítima, no entanto, nunca foi recuperado.

A principal linha de investigação aponta para um desentendimento relacionado às cobranças de dívidas e à prática de agiotagem. Apesar das prisões, a Polícia Civil afirma que ainda trabalha para esclarecer com precisão a motivação do crime e a participação de cada um dos envolvidos.

Source link

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *