Segundo o Choque, grupo era investigado por execuções sob encomenda e armazenamento de armas

Mortos em confrontos e presos em Caarapó atuaram juntos como pistoleiros, diz PM
À esquerda, Gabriel Henrique da Silva Claro Benites, de 21 anos, e, à direita, Irineu Aguajo Lescano, de 43, mortos durante ações do Batalhão de Choque em Caarapó (Foto: Reprodução)

Os dois homens mortos em confrontos com o Batalhão de Choque da Polícia Militar e o suspeito preso em Caarapó, a 274 milhas de Campo Grande, tinham ligação entre si e atuavam em homicídios por encomenda. A informação foi divulgada na manhã desta segunda-feira (13), durante coletiva de imprensa no Batalhão de Choque.

Três homens identificados como sicários foram alvos de operação do Batalhão de Choque em Caarapó. Fábio Martines da Silva foi preso, enquanto Irineu Lescano e Gabriel Benites morreram após, segundo a polícia, reagirem às abordagens. O major Cleyton Santos afirmou que os três atuavam como pistoleiros: Gabriel e Fábio executavam as vítimas, e Lescano coordenava a logística. Foram apreendidas três armas. A polícia investiga envolvimento em homicídios em São Paulo.

Segundo o major Cleyton da Silva Santos, comandante do Choque, Gabriel Henrique da Silva Claro Benites, de 21 anos, e Fábio Martines da Silva, conhecido como “Caxilepe”, seriam os responsáveis ​​por cumprir as execuções. Já Irineu Aguajo Lescano, de 43 anos, conhecido como “Lescano”, cuidaria da organização e da estrutura necessária para os crimes.

“O Fábio, que foi preso, e o Gabriel, um dos mortos, executaram as pessoas. Eram matadores de aluguel. O Irineu era quem articulava a ação dos matadores”, afirmou.

Conforme o maior, Lescano armazenava as armas e organizava a logística usada pelos outros dois para cumprir as ordens recebidas.

Mortos em confrontos e presos em Caarapó atuaram juntos como pistoleiros, diz PM
Major Cleyton da Silva Santos, comandante do Batalhão de Choque, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (Foto: Juliano Almeida)

“O que foi preso era um dos que estavam diretamente ligados ao cumprimento dessa missão. O Lescano era o cara que organizava, e o Gabriel era o que ia de frente, que realmente ia para poder cumprir, para poder matar”, disse.

O comandante classificou os envolvidos como sicários, termo usado para definir pistoleiros contratados para cometer assassinatos mediante pagamento.

A polícia também apurou informações de que um dos envolvidos teria participado de dois homicídios no interior de São Paulo. Até o momento, não há confirmação de que os dois mortos estavam ligados a alguma facção criminosa.

Mortos em confrontos e presos em Caarapó atuaram juntos como pistoleiros, diz PM
Armas e munições sujas de sangue em ocorrência que terminou com a morte de Irineu Aguajo Lescano (Foto: Caarapó News)

“A vinculação com facção a gente não tem. Mas sabe que eles eram cumpridores de missão, eram sicários, mercenários, trabalhavam como pistoleiros”, afirmou o major.

Ocorrências – Segundo o major Cleyton, o Batalhão de Choque foi enviado a Caarapó após pedido de reforço especializado, diante de uma sequência de homicídios registrados no município.

A primeira ocorrência aconteceu no dia 9, por volta das 20h, quando Fábio Martines da Silva, conhecido como “Caxilepe”, foi localizado após levantamentos indicando possível envolvimento dele em homicídios. Conforme o major, o suspeito tentou fugir, mas foi realizado e preso.

Com Fábio, os policiais apreenderam uma pistola 9 milímetros, que será aplicada à perícia para verificar eventual relação com crimes violentos investigados na região. Ele também apontou as investigações como uma das principais lideranças do CV (Comando Vermelho) em Caarapó.

Mortos em confrontos e presos em Caarapó atuaram juntos como pistoleiros, diz PM
Fábio Martines da Silva, o “Caxilepe”, durante transferência realizada por Defron após prisão em Caarapó (Foto: Divulgação)

No dia 10, durante a continuidade da operação, os policiais foram até um endereço onde poderia estar Irineu Aguajo Lescano, de 43 anos. Segundo o comandante, ao perceber a chegada da equipe, Lescano fugiu, pulou o muro de uma residência vizinha e foi localizado nos fundos da casa de um idoso.

Ainda conforme a versão apresentada pelo Batalhão de Choque, Lescano apontou uma arma contra os policiais, que reagiram. Ele foi atingido, socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu. Com ele, foi descoberto um revólver calibre .22.

Já no fim da tarde de sábado, Gabriel Henrique da Silva Claro Benites, de 21 anos, morreu durante outra ação do Batalhão de Choque, na Rua Euclides da Cunha, no Bairro Capitão Vigário, também em Caarapó.

Segundo o major, Gabriel foi identificado após aparecer em imagens nas redes sociais exibindo uma pistola com características semelhantes às de armas usadas em homicídios registrados em Caarapó e em outras cidades da região.

De acordo com o relato policial, ao receber a chegada da equipe, Gabriel correu para os fundos da residência e atirou contra os policiais, que reviveram. Ele foi atingido, socorrido e encaminhado ao Hospital Beneficente São Mateus, mas deu entrada na unidade sem sinais estranhos.

Ao todo, segundo o comandante, foram três ocorrências em Caarapó, com três armas de fogo apreendidas. Fábio foi preso, enquanto Lescano e Gabriel morreram após, conforme a versão apresentada pelo Batalhão de Choque, reagirem à abordagem policial.

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