Polícia Civil indiciou todos os autores pelo crime de homicídio qualificado contra Guilherme Carlos Canozi

Polícia conclui inquérito, mas ainda procura 5º envolvido em morte no Inferno

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul cercou o inquérito sobre o assassinato de Guilherme Carlos Canozi, de 29 anos, e indiciou todos os autores pelo crime de homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima. Embora o caso esteja formalmente concluído pela DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa), a polícia continua as buscas para localizar o quinto envolvido no crime, identificado como Joaquim Barbosa de Lima, conhecido como Juninho, que teve a ordem de prisão expedida e permanece foragido.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul indiciou quatro suspeitas pelo assassinato de Guilherme Carlos Canozi, 29 anos, cujo corpo foi encontrado em março na Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande. Um quinto suspeito, Joaquim Barbosa de Lima, segue foragido. As investigações apontam ligação com organização criminosa, e as apurações sobre possíveis mandantes começam em segredo de justiça.

O corpo de Guilherme foi encontrado no dia 22 de março deste ano na região da Cachoeira do Inferninho, na saída para Rochedo, em Campo Grande. Um grupo de seis pessoas que se preparava para praticar rapel no local avistou a vítima, que transmitiu sinais de violência e não portava documentos de identificação, mas utilizou uma tornozeleira eletrônica.

A identificação inicial foi realizada por meio de exame necropapiloscópico pelo Imol (Instituto Médico Odontológico Legal), o que ajudou o pesquisador a acessar o histórico de monitoramento do equipamento e reconstruir os últimos passos da vítima.

Polícia conclui inquérito, mas ainda procura 5º envolvido em morte no Inferno
Corpo de Guilherme após ser retirado da cachoeira, em março. (Foto: Osmar Veiga)

A purificação da delegação especializada foi dividida em duas fases operacionais. Na primeira etapa, ocorrida no dia 4 de maio, os policiais prenderam temporariamente Thiago Souza Xavier, de 22 anos, apontado como o dono do veículo utilizado no suporte logístico do homicídio, e Fabrizio Duarte Chaves, de 45 anos, proprietário da residência onde foi vítima de cárcere na noite anterior ao crime. Ambos os mandatos foram cumpridos e os investigados continuam detidos.

A segunda fase da operação foi deflagrada no dia 15 de maio com o cumprimento de mandatos de busca e apreensão e de prisão contra Geiziane dos Santos Fernando, de 28 anos, e Wilton Cesar Barbosa Lima, de 50 anos. De acordo com as investigações da delegacia de homicídios, os dois foram os responsáveis ​​por transportar Guilherme até o local onde ocorreu a execução.

A Polícia Civil compromete-se a que o homicídio esteja relacionado à atuação de organização criminosa, uma vez que parte dos indiciados possui vinculação com uma facção que atua em Mato Grosso do Sul. Como os policiais não descartaram a possibilidade de que a morte tenha sido ordenada por terceiros, as investigações correlatas seguem em segredo de justiça.

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